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Capitulo 2 - A Aposta

  • 31 de jul. de 2017
  • 3 min de leitura

Conversamos por horas e horas na frente da casa dela, conheci toda a sua família, especialmente a (tia) mãe dela, que por sinal gostou muito de mim, disse que no meio das amizades de pretinha a única que parecia normal era eu, quando me toquei já eram 21:00 hrs e bom esse horário já era muito tarde, então eu disse que já ia embora e que continuávamos aquele assunto na escola pois eu não iria aceitar de forma alguma que ela se afastasse de mim por causa dos rumores sobre nós duas e que achei uma idiotice da parte dela o que ela estava fazendo.


No dia seguinte ao chegar na escola as coisas não haviam mudado e pretinha continuava diferente comigo, então decidi deixar as coisas da forma que ela queria, com o passar dos dias, fui fazendo alguns amigos na sala, como posso dizer sem parecer estranho, “substituindo” a amizade dela, já que para ela a nossa amizade não era tão forte ao ponto de suportar os que as pessoas estavam falando, bom por um momento eu deixei a pretinha de lado e continuei na escola ouvindo todas as piadas, que com passar do tempo foram ficando mais pesadas, isso se prolongou por meses, até então eu percebi que as pessoas não queriam muita aproximação comigo, eu só nunca entendia o porquê dessas atitudes, será que isso tudo era por causa do meu jeito? Meu andar? Serio mesmo? Eu percebia que algumas “colegas” falavam comigo só na sala de aula, quando dava a hora do intervalo eu não era ninguém. Percebi que ninguém queria andar ou ser visto comigo, eu me via mais uma vez sozinha naquela maldita escola.


Decidi ficar na minha e ver até onde isso ia, com o passar dos dias eu via pretinha sorrindo, brincando com as novas amizades dela, eu percebia que ela estava feliz.

Eu fiquei feliz por ela, mas ao mesmo tempo não entendia porque eu não tinha amigos, porque ninguém se aproximava de mim. Depois disso começou outro drama na minha vida, começou a rolar rumores que pretinha e outro amigo dela, estavam em dúvidas sobre o que eu era, então ela e o “amigão” dela fizeram uma aposta para descobrir do que realmente eu gostava, fiquei surpresa ao saber que ela tinha aceitado a aposta, amiga massa né?

Como toda escola e aqueles ótimos colegas de turma a história que chegou até mim foi:

– Pretinha apostou que vai ficar contigo para provar que você é lésbica (eu perguntei o que ela tinha apostado) disseram que nada, apenas para eu ficar falada mesmo.

PORRA, EU NÃO ERA LÉSBICA, E SE FOSSE TAMBÉM NÃO IA TER PROBLEMA, A GRANDE QUESTÃO É QUE EU SÓ TINHA 11 ANOS E NÃO PENSAVA EM NADA DO TIPO, ISSO JÁ ESTAVA PASSANDO DOS LIMITES! EU SÓ QUERIA BRINCAR DE PIPA E JOGAR PETECA COMO A PORRA DE UMA CRIANÇA NORMAL!!!!!!

De cabeça superquente eu perdi totalmente o controle e fui lá conversar com a amiga “massa” que eu achei que tinha, que na verdade era apenas mais uma que queria motivos para falar e caçoar de mim, bom eu falei o que ela merecia e não merecia ouvir, ainda disse que entendia o porquê de sua mãe dizer que ela não tinha amigos, era uma pena, já não fazia mais sentido continuar essa amizade, uma amizade que talvez só existiu da minha parte.

Acho que em nenhum momento passou pela cabeça dela que eu ia ficar sabendo daquilo tudo. Só que naquele momento, pretinha literalmente tinha morrido para mim!

Peguei minhas coisas e não esperei a aula acabar, fui para casa, chorando mais uma vez.

Dias depois ouvi rumores sobre a mãe da pretinha ter descoberto o que ela havia feito e dito que ela não passava de uma sem vergonha, tinha perdido a única pessoa que realmente era amiga dela. Então descobri que por causa disso, pretinha havia apanhado tanto de sua mãe que foi parar no hospital. Bom confesso que parte de mim naquele momento, sentiu uma grande alegria e paz de espirito, mas por outro lado, uma pequena parte de mim, talvez minha “consciência”, me fez sentir culpada por tudo aquilo.


 
 
 

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